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Guia do consumo consciente de produtos e serviços bancários

20 de março de 2024 por Bruna Vieira da Costa

Ao fazer ou receber um pagamento com o Pix, parcelar uma compra no cartão ou contratar crédito para reformar a casa, pagar um curso ou comprar ingredientes para os alimentos que costuma vender, você está usando produtos e serviços bancários. Eles existem para facilitar as trocas financeiras e, quando bem administrados, facilitam e muito a rotina de consumo e a realização daqueles sonhos que dificilmente poderiam ser conquistados com pagamento à vista.

Contudo, há produtos e serviços financeiros mais adequados a cada situação e precisamos aprender a usá-los para gerar prosperidade financeira e evitar o endividamento. Dados do mapa da inadimplência do Serasa apontam que das mais de 72 milhões de pessoas em situação de inadimplência no país, 29,37% possuem dívidas com bancos ou cartão de crédito e 16,76%, com financeiras.

Se você é uma dessas pessoas ou deseja aprender mais sobre como fazer um uso consciente dos produtos e serviços bancários para sair das dívidas, realizar seus projetos de vida e construir um patrimônio, este guia é para você! Continue a leitura e saiba mais.

Principais produtos e serviços bancários

Os brasileiros têm à disposição diversos tipos de produtos e serviços bancários para fazer as compras do dia-a-dia, financiar bens como carro ou imóvel, viajar, empreender e muito mais. Oferecidos por bancos ou financeiras, cada um deles tem características e finalidades específicas e podem ser acessados por pessoas que possuam ou não conta  corrente bancária.

Conheça alguns desses produtos e saiba quando deve recorrer a eles.

#1 Cartão de crédito

Hoje, o Brasil tem mais cartões de crédito do que gente. São mais de 208 milhões de cartões ativos no país. Eles permitem que você faça uma compra agora e só pague depois, na data de vencimento da fatura. Dentre suas vantagens está a possibilidade de centralizar os pagamentos em uma única data, além de parcelar as compras. Como o dinheiro só sai da conta depois, o cartão de crédito também permite que você deixe o dinheiro rendendo em uma aplicação até o dia do vencimento da fatura.

Por outro lado, quando você deixa de pagar a fatura em sua totalidade, acaba caindo no rotativo do cartão, uma linha de crédito pré-aprovada que possui uma das maiores taxas de juros do mercado. Por isso, é preciso sempre se manter organizado para pagar tudo no dia certo. Para não comprometer o orçamento, o ideal é que os gastos  no cartão de crédito não ultrapassem 30% da renda mensal.

#2 Cheque especial

O cheque especial é outra linha de crédito pré-aprovada, que fica disponível na conta do correntista, mesmo que ele não tenha solicitado. Quando você faz uso de todo o saldo da sua conta bancária, mas deseja realizar uma compra ou pagar uma conta, pode recorrer a esse valor.

Apesar de ser fácil de usar, o ideal é reservar o limite da conta apenas para situações de emergência, pois a taxa de juros atrelada a essa modalidade de empréstimo é bastante elevada. Precisou usar? Corra para cobrir a conta dentro de poucos dias. Quando isso não for possível, uma alternativa é contratar um crédito mais barato, como o consignado, para zerar a dívida no cheque especial e ir quitando aos poucos o consignado.

#3 Empréstimo pessoal

O empréstimo pessoal é fácil de contratar e o dinheiro pode ser usado para qualquer finalidade. Esse tipo de crédito costuma ter limites e prazos de pagamentos mais longos do que o do cartão de crédito, por exemplo, e pode ser usado para pequenas reformas em casa, fazer uma viagem ou pagar um curso importante para a carreira profissional, por exemplo.

Vale a pena pesquisar as condições de contratação em diferentes bancos e financeiras, para entender mais sobre as taxas de juros cobradas e prazos de pagamentos oferecidos. O Open Finance pode ajudar você nessa tarefa. Ao aderir a esse serviço, você pode autorizar que seu banco compartilhe seus dados com as instituições financeiras com as quais você deseja manter relacionamento, recebendo, inclusive, propostas de crédito mais adequadas ao seu perfil.

#4  Crédito consignado

Muito parecido com o empréstimo pessoal, o crédito consignado também possibilita que você use o dinheiro como preferir. A diferença é que o valor das parcelas será debitado diretamente de sua folha de pagamento, caso trabalhe em uma empresa privada ou pública, ou do benefício do INSS. Como há  a garantia de pagamento, as taxas de juros desse tipo de crédito costumam ser mais baixas. Portanto, pode ser uma boa ideia recorrer ao consignado para quitar empréstimos mais caros, como o rotativo do cartão ou o cheque especial.

#5 Empréstimo com garantia

Para quem possui um imóvel ou veículo, o empréstimo como garantia pode ser uma boa alternativa. Nele, você dá esse bem como garantia para o banco ou financeira que concedeu o crédito, conseguindo um empréstimo com taxas de juros mais baixas, que pode ser usado para qualquer finalidade. Mas é importante planejar-se bem: caso deixe de pagar as parcelas, a instituição financeira pode reaver o imóvel ou carro, levando-o a leilão para quitar o valor devido.

#6 Financiamentos

O financiamento imobiliário é uma das modalidades de crédito mais buscadas pelos brasileiros que desejam ​​conquistar a casa própria. Como o nome indica, ele é um tipo de empréstimo que pode ser usado para adquirir, construir ou reformar uma propriedade – seja ela uma casa, apartamento ou estabelecimento comercial. Esse empréstimo de longo prazo pode se estender por até 35 anos e possui taxas de juros mais baixas do que outras linhas de crédito, por uma razão simples: o imóvel fica como garantia e, caso você deixe de pagar as parcelas, o banco pode levá-lo a leilão para quitar a dívida.

Mas o financiamento imobiliário não é o único nessa modalidade. Há, várias outras, como o financiamento estudantil, o financiamento automotivo, o microcrédito, o leasing e o consórcio (autofinanciamento de um grupo interessado na compra de um bem), entre outros. 

#7 Investimentos

A poupança é um dos tipos de investimentos mais procurados pelos brasileiros, mas existem diversas outras opções para fazer o dinheiro render, usando os juros a seu favor. Dentre as opções, estão o Tesouro Direto, fundos de investimento, CDB/RDB, ações e outros. Você pode começar a investir com pouco – no Tesouro Direto, por exemplo, o valor mínimo é R$ 30 – fazendo com que, com o tempo, o seu patrimônio cresça.

Para escolher o melhor investimento para você, é importante saber para que aquele dinheiro será destinado e por quanto tempo ele poderá ficar aplicado. Assim, você pode se programar para evitar o resgate antecipado, ou seja, antes do vencimento, prejudicando a rentabilidade do investimento. Outro cuidado importante em relação aos investimentos é com a reserva de emergência. Ela precisa estar em uma aplicação que possa ser resgatada a qualquer momento, pois a reserva é aquele dinheiro que você guarda para pagar as contas em caso de perda de renda ou outra situação inesperada.

Como usar os produtos e serviços bancários para melhorar de vida

Planejamento é a palavra-chave quando falamos de um uso consciente e estratégico dos produtos e serviços bancários. Desde o momento de abertura de uma conta, que pode envolver mais ou menos tarifas, até a contratação de um crédito, tudo deve ser feito de forma pensada e alinhada com sua realidade financeira e com seus objetivos. Por isso, é muito importante ter em mente o seu orçamento pessoal ou familiar, que deve ser atualizado sempre.

Queridinho dos brasileiros, o cartão de crédito merece atenção redobrada. O ideal é concentrar as compras do dia a dia no débito e reservar o crédito para compras maiores, como um novo celular ou eletrodomésticos. Ao usá-lo, anote sempre o valor das parcelas e acompanhe de perto a fatura, que deve sempre ser paga em sua totalidade até a data de vencimento. Tenha, também, um limite um pouco menor que o seu salário, garantindo que o valor não vai ultrapassar o que você consegue pagar.

Tanto o cartão de crédito quanto o cheque-especial são créditos pré-aprovados e, portanto, possuem as taxas de juros mais caras do mercado. Em muitos casos, o melhor é optar por um outro tipo de empréstimo, como o consignado, por exemplo, para gastos maiores, como uma reforma na casa.

Esses outros tipos de empréstimo devem ser buscados de acordo com sua necessidade e objetivo. Antes de contratar, tenha em mente o valor necessário e pesquise a linha que atende melhor a sua necessidade em mais de um banco ou financeira. Analise as propostas com atenção, levando em conta as taxas envolvidas e o número de parcelas.

Lembrando que empréstimos ou financiamentos de longo prazo, como o financiamento imobiliário, irão comprometer o seu orçamento por vários anos, diminuindo o dinheiro que sobra para o pagamento de outras contas e gastos. Por isso, a dica é fazer simulações no site de sua instituição financeira e só contratar se tiver a certeza de  que as parcelas vão caber no seu orçamento.

Lembre-se, ainda, que imprevistos acontecem. Antes de se comprometer com um crédito de longo prazo, reflita se você possui uma reserva financeira capaz de fazer com que você honre os compromissos mesmo se o orçamento acabar apertando. Com tudo isso em mente, é possível usar os produtos e serviços bancários sem prejudicar sua saúde financeira, aproveitando o crédito para realizar sonhos, investir em si mesmo ou em seu negócio e construir um patrimônio que possa ser aproveitado no futuro, quando você precisar diminuir o ritmo de trabalho.

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