Ícone Whatsapp
Desenrola 2.0 - Grupo Recovery

Desenrola 2.0: entenda o que é e como funciona o Novo Desenrola Brasil

08 de maio de 2026

O Desenrola Brasil é um programa criado pelo Governo Federal para facilitar a renegociação de dívidas. Agora, o Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, traz novas condições para pessoas que querem regularizar pendências financeiras.

Entre os principais pontos estão descontos que podem chegar a 90%, juros reduzidos, parcelamento em até 48 meses e a possibilidade de usar parte do saldo do FGTS para ajudar no pagamento de dívidas.

Neste artigo, você vai entender como o programa funciona, quem pode participar, quais dívidas podem ser negociadas e quais cuidados tomar antes de fechar um acordo.

O que é o Novo Desenrola Brasil?

O Novo Desenrola é uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas do Governo Federal. Ele dá continuidade ao Desenrola Brasil, lançado em 2023, criado para facilitar acordos entre consumidores endividados e empresas credoras.

Na primeira edição, o programa passou por diferentes fases. Segundo dados divulgados pelo Governo Federal, até o fim de 2023 foram cerca de 11,5 milhões de pessoas atendidas e aproximadamente R$ 32,5 bilhões em dívidas renegociadas.

Nesta nova fase, a negociação acontece diretamente com os bancos e instituições financeiras participantes. O programa é voltado principalmente para dívidas financeiras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

 

Como funciona o Desenrola 2.0?

O Novo Desenrola Brasil permite que àqueles elegíveis renegociem dívidas em atraso dentro das regras definidas pelo programa.

As condições de negociação podem variar conforme a instituição financeira ou banco, o tipo de dívida, o tempo de atraso e o perfil do contrato. De forma geral, o programa prevê:

  • descontos que podem chegar a 90%;
  • juros de até 1,99% ao mês;
  • parcelamento em até 48 meses;
  • limite de até R$ 15 mil por CPF em cada banco ou instituição financeira, considerando o valor final da dívida após a renegociação e aplicação dos descontos oferecidos;
  • possibilidade de usar parte do FGTS para quitar ou reduzir a dívida.

É importante lembrar que as ofertas não são iguais para todos os consumidores. Cada instituição financeira ou empresa participante define suas próprias regras e avalia individualmente as condições disponíveis para cada cliente.

 

Quem pode participar do Desenrola 2.0?

Para participar do Desenrola 2.0, é preciso atender aos critérios do programa. No eixo voltado às famílias, podem participar pessoas com renda mensal de até 5 salários-mínimos.

Além disso, a dívida precisa:

  • ter sido contratada até 31 de janeiro de 2026;
  • estar em atraso há pelo menos 90 dias;
  • ter até 2 anos de atraso;
  • ser de uma empresa ou instituição financeira participante;
  • estar entre os tipos de dívida aceitos pelo programa.

A consulta deve ser feita diretamente nos canais oficiais da instituição onde a dívida foi contratada, como site, aplicativo, internet banking ou telefone. Antes de aceitar a proposta, confira o valor total, as parcelas, os juros e as condições do acordo.

 

Quais dívidas podem ser negociadas?

O Desenrola 2.0 não inclui todos os tipos de dívida. Em geral, o programa contempla débitos financeiros, como:

  • cartão de crédito;
  • cheque especial ou limite da conta;
  • crédito pessoal, também chamado de CDC.

Outros tipos de pendência podem não estar incluídos nas regras do programa. Porém, isso não impede que o consumidor busque uma negociação diretamente com a empresa credora.

Uma das novidades do Desenrola 2.0 é a possibilidade de usar parte do saldo do FGTS para quitar ou amortizar dívidas elegíveis, sempre com autorização do trabalhador. Antes de escolher essa alternativa, é importante avaliar se o desconto compensa, se a dívida tem juros altos e se o acordo cabe no orçamento, já que o FGTS também funciona como uma reserva para situações como demissão sem justa causa, compra da casa própria ou aposentadoria.

Dívidas do Itaú entram no Desenrola 2.0?

A prioridade do Desenrola 2.0 são as dívidas bancárias, como cartão de crédito, limite da conta e crédito pessoal. Por isso, quem tem dívida com o Itaú pode consultar os canais oficiais do banco para verificar se há condições de renegociação disponíveis.

A renegociação acontece diretamente pelos canais oficiais do banco. Neles, é possível consultar dívidas elegíveis, simular propostas, comparar opções de pagamento e acompanhar o acordo depois da contratação.

Canais de consulta e renegociação:

  • Página do Itaú para o Desenrola Brasil: Site Itaú
  • App Itaú: consulta de propostas, acompanhamento de acordos e verificação de outras opções de regularização.
  • Central de atendimento Itaú: 0800 728 0728
  • Ouvidoria Itaú: 0800 570 0011
 

Como negociar uma dívida com a Recovery?

A Recovery não faz parte do programa Desenrola 2.0. Mas, caso você tenha alguma dívida sob nossa gestão, a negociação pode ser feita pelos canais oficiais da Recovery. O consumidor deve informar o CPF, consultar as pendências disponíveis e avaliar as propostas apresentadas.

Antes de confirmar o acordo, é importante conferir:

  • o valor original e o valor negociado;
  • o desconto aplicado, quando houver;
  • a quantidade de parcelas;
  • a data de vencimento;
  • os canais de pagamento;
  • os dados do boleto ou Pix.

Na própria plataforma você consegue negociar com até 99% de desconto o que deve, além de conseguir também parcelas a partir de R$ 50,00 para garantir o pagamento da sua dívida.

Canais de consulta e renegociação:

 

Cuidados para evitar golpes

Programas de renegociação costumam chamar a atenção de consumidores endividados. Por isso, também podem ser usados por golpistas para tentar aplicar fraudes.

Para se proteger, alguns cuidados são importantes:

  • acesse apenas canais oficiais do banco ou da instituição financeira;
  • desconfie de links recebidos por mensagem;
  • não informe senhas, códigos de segurança ou dados bancários;
  • não pague taxas antecipadas para participar do programa;
  • confira o nome da empresa beneficiária antes de fazer qualquer pagamento;
  • verifique se o boleto ou Pix pertence à instituição correta.

A renegociação deve ser feita diretamente com a instituição responsável pela dívida ou com empresas parceiras autorizadas.