Precisando de crédito para começar um negócio e ganhar dinheiro?

Ter um cartão de crédito é uma facilidade, mas convivemos com o desafio de fazer dele um aliado das nossas finanças. Como todo produto financeiro, seu uso deve ser planejado. Comprar tudo no crédito, sem saber se teremos condições de pagar a fatura na data de vencimento, por exemplo, pode levar ao descontrole financeiro e às dívidas. 

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor,feita pela Confederação Nacional do Comércio, mostra que 86,6% das  famílias endividadas têm dívidas no cartão, que é a forma de pagamento mais utilizada pelos consumidores (69%), segundo dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços).  

 

Como funcionam os juros no cartão de crédito

Quando chega a fatura do cartão de crédito, indicando os seus gastos mensais, você pode escolher uma das seguintes alternativas:  

  • pagar o valor total  
  • pagar somente o mínimo (geralmente, 15% do valor total), ou  
  • pagar algum valor no meio disso, deixando o resto para o mês seguinte. 

Quem não consegue pagar o valor total da fatura e empurra a dívida para o mês que seguinte utiliza o chamado rotativo do cartão de crédito,cujas taxas podem ultrapassar 1.000% ao ano, conforme mostra a tabela de juros do Banco Central.

As instituições financeiras cobram, ainda, multa pelo atraso e, enquanto o valor não é pago, são cobrados juros sobre juros. Com isso, você corre o risco de entrar numa bola de neve de dívidas.

Por isso, além de quitar as dívidas no cartão o quanto antes, é importante evitar contraí-las, pagando a fatura sempre em dia.  

 

7 passos para se livrar das dívidas no cartão de crédito

Se você está enfrentando dificuldades para lidar com as dívidas do cartão de crédito, vive pagando o valor mínimo e vira e mexe leva aquele baita susto com os juros, não se desespere. Com planejamento e informação, dá para sair dessa e retomar o controle. A dica é focar nos 7 passos a seguir: 

 

1. Planejamento

O planejamento financeiroé a melhor forma de se prevenir contra as dívidas no cartão de crédito. Isso porque ele permite que você tenha uma real noção de qual é a sua situação financeira e o quanto você pode gastar. Por isso, planeje sempre suas compras e faça as contas para ter certeza de que o valor que você está gastando cabe no seu bolso.  

Também é importante estabelecer um limite mensal para suas despesas, tendo como base quanto você ganha, e seguir rigorosamente o que foi estabelecido. Assim, fica mais fácil evitar o uso do rotativo do cartão de crédito. 

Caso não seja possível evitar o rotativo, antes de qualquer coisa vale comparar as taxas de  juros cobradas pelos bancos e divulgada pelo Banco Centrale escolher a instituição que melhor atenda a sua necessidade.  

 

2. Procure alternativas para quitar a fatura

Como vimos, as taxas de juros do cartão de crédito estão entre as mais altas no mercado. Então, se você estiver precisando de crédito, procure alternativas com juros mais baixos que os do cartão. Algumas vezes, pedir um empréstimo pode ser a melhor saída.

O mesmo vale para quem já tem uma dívida no cartão de crédito. Já pensou em contratar uma modalidade de crédito que tenha juros mais baixos, como o consignado, para quitar logo a fatura? Assim, você pode bloquear o crescimento da dívida e passa a assumir uma parcela fixa que caiba no seu bolso.  

 

3. Entenda a sua dívida

Fale com o banco que administra o seu cartão e solicite um extrato detalhado de sua dívida, que contenha o valor original (dos itens que você comprou), os juros e outras taxas cobradas. Essa clareza vai facilitar a negociação com o credor.  

 

4. Conheça sua situação financeira

Já sabe qual é a sua dívida? Então, é hora de analisar quanto do seu orçamento mensal pode ser reservado para quitá-la. Aproveite o momento para reavaliar as causas que te levaram ao endividamento. Clique aqui para ler nossa matéria sobre isso.

 

5. Negocie com seu banco ou financeira

Depois de saber o quanto deve e o quanto pode pagar por mês, entre em contato com a administradora do seu cartão de crédito para negociar sua dívida.Em geral, consegue-se um desconto sobre os juros cobrados. Peça, ainda, um parcelamento que caiba no seu bolso.  

Lembre-se: você não é obrigado a aceitar a primeira proposta que a instituição fizer a você. Afinal, a negociação serve justamente para que você possa quitar seu débito sem comprometer o seu orçamento mensal. Então, pense com calma. Não cabe no bolso? Ligue novamente para a operadora e peça outra proposta. 

Caso não consiga um acordo que considere justo, uma solução é abrir um pedido de negociação do serviço Consumidor.gov.br,disponível dentro do portal Gov.br. Se você ainda não se cadastrou, veja um passo a passo para criar a sua conta Gov.br.O Consumidor.gov.br une Procons, defensorias públicas, reguladores, bancos e empresas com a proposta de facilitar o fechamento de acordos.   

  

6. Corte gastos

Agora que você está no caminho para a  quitação de suas dívidas no cartão de crédito, cabe uma reflexão importante: se a conta não fecha no fim do mês a ponto de não conseguir pagar a fatura, será que você não está gastando mais do que devia? Também é bom dar atenção à economia doméstica,buscando identificar e diminuir os gastos mensais.  

 

7. Reduza o limite

Por fim, se mesmo depois de quitar suas dívidas e rever seus gastos você ainda não consegue pagar o valor integral da fatura no fim do mês, talvez seja hora de solicitar uma redução do limite de seu cartão, né? 

Embora para alguns isso possa parecer uma medida drástica, muitas vezes nós compramos por impulso, e isso é difícil de controlar. Então pedir uma redução no limite pode ajudar a gastar menos, o que com certeza é bom para manter as contas em dia. 

 

Cartão de crédito: herói ou vilão? Está em sua mão!

Apesar de contar com taxas de juros altíssimas, o cartão de crédito ainda é o queridinho dos brasileiros, porque oferece a possibilidade de comprar hoje e pagar depois. Agora, se ele é mocinho ou bandido, é você quem determina. Com um bom planejamento financeiro e seguindo os passos acima, você conseguirá utilizar o cartão de crédito da maneira correta, quitando suas dívidas antigas e evitando novas.  

Gostou das dicas? Que tal ajudar outras pessoas a lidarem melhor com o cartão de crédito? Fazer isso é muito simples: basta compartilhar essa matéria! E lembre-se: se precisar de ajuda para renegociar a sua dívida com a Recovery, clique aquie renegocie com mais de 90% de desconto. 

 

 

Segundo levantamento feito pelo Sebrae, mais de 3,9 milhões de empreendedores  formalizaram a sua atividade e abriram seus CNPJsem 2021 – 19,8% a mais do que em 2020. Esse é um número histórico para o empreendedorismo nacional. Ele mostra que, diante do desemprego e da crise econômica, o brasileiro está se reinventando e buscando  oportunidades para começar um negócio e gerar renda. 

Mas abrir um negócio ou expandi-lo e mantê-lo ativo no mercado nem sempre é fácil. O primeiro desafio é conseguir recursos para comprar equipamentos e matérias-primas para começar. Muitas vezes, empreendedores e empreendedoras acabam usando seu próprio cartão de crédito (rotativo) ou cheque especial para cobrir esses gastos, entrando em dívidas.Mas não precisa ser assim. 

Existem linhas de crédito muito mais baratas para quem é microempreendedor individual (MEI)ou dono de um pequeno negócio e quer financiar o início das atividades, a compra de máquinas e equipamentos, inclusive computadores, ou manter um fluxo de caixa para pagar fornecedores, por exemplo. Confira, a seguir, as principais delas.  

 

Como escolher uma linha de crédito

Antes de decidir que tipo de empréstimo é o melhor para seu negócio, é preciso pensar para que ele será utilizado. Existem linhas de crédito que exigem uma destinação específica para o dinheiro – por exemplo, pagamento dos salários de funcionários – e outras que podem ser usadas para qualquer fim. 

Com isso em mente, é hora de fazer pesquisas, simulações e comparações entre as modalidades de crédito e as condições oferecidas pelas diferentes instituições financeiras. Os empréstimos possuem valores mínimos ou máximos diferentes, assim como prazos de parcelamento. Outro fator que precisa ser olhado com cuidado é o Custo Efetivo Total (CET), formado por taxa de juros, impostos, seguros e tarifas dos empréstimos. 

Assim, é importante conhecer bem cada crédito, buscando aquele que melhor atende à sua necessidade. Quando se fala de empréstimo, também é importante fazer um bom planejamento financeiro,garantindo que as parcelas que irá assumir caberão no bolso, fazendo com que o negócio prospere de forma saudável. 

 

Principais linhas de crédito para empreendedores

1. Microcrédito produtivo orientado 

Essa modalidade de crédito de pequeno valor foi criada para incentivar o microempreendedorismo e potencializar os impactos dos pequenos negócios em suas comunidades, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social. Podem acessar esse crédito pessoas jurídicas, MEIs e empreendedores informais, que ainda não têm um CNPJ, como costureiras e vendedoras de cosméticos, com faturamento anual de até R$ 360 mil. 

Em geral, ele é acompanhado de orientação para o desenvolvimento dos negócios, no formato de microcrédito produtivo orientado. Essa orientação é prestada por agentes de crédito que moram nas comunidades dos empreendedores beneficiados. O valor do empréstimo pode ir de R$ 500 a R$ 21.000 e o prazo de pagamento pode chegar a 24 meses, conforme a instituição financeira. 

O microcrédito oferece uma taxa de jurosde até 4% ao mês, e tem fácil aprovação. A dica é pesquisar a taxa no mercado. Em algumas cooperativas de crédito, por exemplo, as taxas para quem é MEI pode ser inferior a 1%. Como essa modalidade de crédito é focada no crescimento dos pequenos empreendedores, o valor não pode ser usado para outros fins que não a atividade geradora de renda.  

 

2. Pronampe 

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) é destinado a microempreendedores individuais, empresas de pequeno porte e profissionais liberais. Você pode pegar como empréstimo até 30% do valor de sua renda bruta anual, registrada nos últimos dois ou três anos. Se a empresa tem menos de um ano de existência, o valor máximo do empréstimo é de até 50% do seu capital social. 

A taxa de juros é de 6% ao ano + a taxa Selic. Como vantagem, o Pronampe tem maior prazo de pagamento: até 48 meses, com carência de até 11 meses para pagar a primeira parcela. Atente-se às regras do empréstimo, como a necessidade de manter ou aumentar o número de colaboradores da empresa. Também é necessário oferecer uma garantia no valor do empréstimo mais os juros. 

Para contratar, é necessário primeiro compartilhar os dados de faturamento da empresa com a instituição financeira escolhida, por meio do e-CAC, no site da Receita Federal. Você pode acessar o e-CAC usando seu login na conta Gov.br.Depois, basta negociar com o banco de sua escolha. 

 

3. Linhas BNDES para pequenas empresas 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conta com linhas de crédito exclusivas para micro e pequenas empresas e empresários individuais. O acesso a essas linhas é feito por meio de bancos e outras instituições autorizadas a repassar os recursos. 

O empréstimo é direcionado à manutenção ou geração de empregos, assim como as necessidades do dia a dia da empresa, e está limitado a R$ 10 milhões ao ano. O prazo de pagamento vai de 1 a 5 anos, com carência de até 2 anos para começar a pagar. Como se trata de uma operação indireta, a taxa de juros é composta pelo Custo Financeiro, pela Taxa do BNDES e pela Taxa do Agente Financeiro. 

 

4. Crédito para capital de giro 

É um empréstimo parcelado para atender as necessidades de caixa do seu negócio, como o pagamento de salários ou aluguel, que pode ser contratado em qualquer instituição financeira. Não é necessário especificar a finalidade do empréstimo e as prestações não precisam ser feitas mês a mês. É possível fazer o pagamento bimestral, semestral ou integral, no final do contrato. 

Como vantagem, o processo burocrático desse tipo de crédito é bastante simples e ele não costuma exigir garantias. Por outro lado, as taxas de juros costumam ser mais elevadas do que as das linhas citadas anteriormente. Ele é indicado para situações de curto prazo, pois o parcelamento costuma ser de 12 meses. 

 

5. Antecipação de recebíveis 

Indicado para atender as necessidades urgentes e imediatas da empresa, a antecipação de recebíveis é uma modalidade de crédito em que as instituições financeiras disponibilizam mais cedo o valor de uma venda. Ou seja, quando alguém compra um produto ou serviço no crédito ou de forma parcelada, o vendedor demoraria para receber o valor total. Com esse crédito, o valor das vendas vem de forma adiantada, dando um fôlego no orçamento da empresa. Os bancos e instituições financeiras cobram taxas sobre o valor adiantado. 

 

DICAS EXTRAS:  

 

Utilize o FAMPE para conseguir garantia 

Uma das dificuldades do empreendedor é apresentar garantias para conseguir empréstimo. O Fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas (FAMPE), do Sebrae, foi criado para apoiar você nessa etapa. Facilitando o acesso ao financiamento, o fundo disponibiliza valores para complementar até 80% do valor das garantias, dependendo do porte da empresa e da modalidade de financiamento. 

MEIs, microempresários e empresários de pequeno porte com faturamento de até 4,8 milhões podem acessar o FAMPE. Para isso, precisam ter ao menos um ano de funcionamento e possuir o CNPJ livre de restrições. Para utilizá-lo, é necessário escolher uma instituição financeira conveniada ao Sebrae,entrar em contato com a instituição e expressar seu interesse no FAMPE. 

 

Encontre um investidor para te apoiar 

Se você está pensando em abrir uma empresa, os investidores-anjo podem ser uma alternativa para tirar esse sonho do papel. Eles são pessoas jurídicas ou físicas empresários ou executivos -, que investem em empresas com potencial de crescimento. Esses investidores oferecem dinheiro e conhecimento em troca de uma parcela do negócio, recebendo uma participação minoritária no empreendimento. Para atrair esse tipo de investidor, a empresa deve oferecer um produto diferenciado e inovador. 

 

Conheça o “Peer to peer”  

Diferentemente de outras linhas de crédito, o Peer to peer (P2P) conecta os empreendedores diretamente com investidores, sem o intermédio de um banco ou agente financeiro, através de plataformas digitais. Trata-se de uma plataforma de financiamento coletivo, em que pessoas investidores financiam empreendedores, sem intermediação de bancos. 

O empreendedor pode solicitar um crédito para qualquer fim, desde que relacionado a seu negócio, e deve especificá-la para o investidor. Como não há intermediação, o processo costuma ser menos burocrático e as taxas de juros são menores, entre 1 e 6,5% .  

Para contratar, é necessário pesquisar e escolher a empresa P2P que deseja se cadastrar. Cada uma possui exigências específicas, como a de um CNPJ com no mínimo um ano de existência, documentação da empresa livre de restrições e outros. 

Gostou desse tema? Compartilhe essas dicas com seus amigos empreendedores! E se estiver precisando de ajuda para organizar sua vida financeira e dar início a um novo negócio, entre em contato com a gente! 

 

Você também pode gostar
Como sair das dívidas: tire todas as suas dúvidas
Dívida prescreve? Estar inadimplente e ter restrição de crédito ... Leia mais ➜
cartão de crédito
Conseguir um cartão de crédito para negativado é possível ... Leia mais ➜