Os preços dos alimentos estão uma loucura! Saiba como economizar

Chegar ao final do mês com as contas em dia tem sido um desafio para os brasileiros. Só nos últimos 12 meses, a inflaçãoacumulada chegou a 11,30%, seu maior patamar desde 1994, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

  • Sentimos o aumento da inflação no dia a dia, sempre que vamos ao mercado. E, dependendo dos produtos que mais usamos em casa, ela pode ser ainda maior. No último ano (março/2021 a março/2022), o óleo de soja aumentou 23,75%, a farinha de trigo 18,02% e o macarrão 13,42%. O preço do pacote de meio quilo de café saltou de R$10 para quase R$20 e mesmo itens frescos, como legumes e verduras, subiram absurdamente.  

 Há uma série de fatores que explicam essa alta. Os principais deles são a elevação dos preços de combustíveis usados no transporte e de mercadorias como feijão, café, milho, trigo, açúcar e soja no mercado internacional. Sim, o preço não tem barreiras geográficas! O Brasil exporta, mas também compra muitos desses produtos de outros países. A situação foi agravada, este ano, pelos conflitos no leste europeu, que encareceram ainda mais os combustíveis e fertilizantes. 

 

Sem desperdícios: aproveite ao máximo os alimentos

Se de um lado a inflação nos obriga a fazer malabarismos para economizar na hora de ir ao supermercado, de outro, há um alto índice de alimentos que acabam indo parar no lixo no Brasil. Esse é o destino de 17% dos alimentos disponíveis para consumo em nosso país, somando mais de 930 milhões de toneladas ao ano, segundo o Índice de Desperdício de Alimentosdo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. 

Ainda que a perda de alimentos seja um problema complexo, cada um de nós pode fazer a nossa parte para mudar essa realidade. Com informação e atenção aos nossos hábitos e rotinas, é possível evitar desperdícios e reduzir os gastos com as refeições da família. Veja, a seguir, dicas que podem ajudar você nisso. 

 

Receitas baratas e práticas para economizar na compra de alimentos

Você sabia que pode usar cascas, talos e folhas de legumes no preparo de sopas e tortas deliciosas? E que aquele arroz pronto que sobrou do jantar de ontem pode se transformar em bolinhos deliciosos no almoço de amanhã?   

A economia começa no planejamento do cardápio da semana: faça uma lista do que irá preparar em cada refeição e dos ingredientes que vai precisar. Ao fazer isso, você pode combinar os alimentos do jeito mais proveitoso e, ainda por cima, adiantar as refeições no final de semana, congelando alguns pratos, o que facilita o dia a dia.  

Ao comprar brócolis, por exemplo, a dica é escaldar as flores e congelar. Na hora de preparar, basta tirar do freezer e refogar, sem a necessidade de descongelar antes. Os talos podem ser quase que totalmente aproveitados para fazer bolinhos. Outra opção é refogar e pôr no omelete ou preparar uma bela sopa com batatas. As folhas, cortadas bem fininhas, são ótimas substitutas da couve. O mesmo pode ser feito com a rama da cenoura ou beterraba. 

Assim, você evita que partes saudáveis, saborosas e nutritivas dos alimentos sejam descartadas. Para facilitar, fizemos uma pequena curadoria de sites e canais de cozinheiros que se dedicam a criar receitas baratas e que buscam aproveitar o alimento ao máximo. Aproveite:   

  • Ana Maria Brogui,canal de Caio Novaes: receitas simples, criativas e gostosas com ingredientes baratos e fáceis de encontrar.   
  • Comida Saudável para Todos,site da jornalista Juliana Gomes. Ela traz receitas veganas, nutritivas e de baixo custo. A cada preparo, você fica sabendo quanto irá gastar. Esta torta de legumes que serve 6 pessoas sai por R$ 9,55. 
  • Marina Morais:o canal da nutricionista apresenta receitas simples e baratas, além de trazer muitas dicas de como planejar a alimentação da semana.   
  • O Programa Alimente-se Bem, do Serviço Social da Indústria de São Paulo (SESI-SP), mantém um canal de receitascom foco em reaproveitamento. Você informa qual alimento tem na geladeira e quanto tempo tem para preparar e acessar as sugestões de receitas.  
  • O Programa Mesa Brasil, do Sesc São Paulo, também disponibiliza gratuitamente um ebook chamado “Sabor sem Desperdício”, que reúne receitas com aproveitamento integral dos alimentos.  

 

Como fazer trocas sem perder de nutrientes

Na escolha de fazer trocas para economizar na compra de alimentos, é importante ficar atento à composição de cada item. Nosso organismo precisa de nutrientes como proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais que garantem a nossa disposição e bem-estar físico. “A substituição é muito bem-vinda, mas é preciso garantir o consumo de todos os nutrientes que seu corpo precisa”, afirma a nutricionista Mariana Ferrari, de São Paulo. Ela dá alguns caminhos para fazer trocas.  

A carne bovina, por exemplo, é uma das principais fontes de proteína, gordura, ferro e vitaminas do complexo B. Nada que não seja suprido pela carne suína, aves e qualquer tipo de peixe. Considere preparar sardinhas uma vez por semana, por exemplo.  

A proteína desses alimentos é responsável pela construção de músculos, crescimento, manutenção da pele e unhas. Já a vitamina do complexo B auxiliam na saúde da pele, unhas, cabelos e na renovação. O ferro, por sua vez, é responsável principalmente pelo transporte de oxigênio pelo sangue.  

Outra alternativa são os ovos: além de boas fontes de proteínas, eles têm muitos outros nutrientes, como sais minerais, vitaminas do complexo B e antioxidantes que protegem contra o envelhecimento precoce da pele. Há várias formas de diversificar o preparo: omeletes ou suflês de legumes, em tortas doces e salgadas, em panquecas, bolos e, é claro, cozido, mexido (ou frito, de vez em quando!). 

 A combinação do arroz com feijão, queridinha dos brasileiros. “Ela é muito nutritiva, pois os aminoácidos destes dois alimentos se completam e trazem o conjunto perfeito para as necessidades do organismo, além de serem fontes de fibras, que ajudam na saúde intestinal e imunidade, podendo contribuir para o controle do peso e da saciedade”, explica Mariana. E, como todo alimento vegetal, não têm colesterol. 

Leguminosas, como lentilha, grão de bico e feijões, também são fontes de proteínas vegetais, fibras, vitaminas do complexo B e minerais. Quando combinadas com o arroz, trazem uma fonte de proteína completa. Os vegetais verdes escuros, como couve, brócolis, espinafre e almeirão, são boas fontes de ferro, mas não substituem a carne. 

 

Como gastar menos no supermercado, feira e sacolão

Existem algumas saídas para você fazer compras inteligentes e evitar o desperdício de frutas, legumes e verduras em feiras, sacolões e hortifrutis.  

Faça listinhas antes de sair de casa

Considerando que são alimentos que estragam facilmente, fazer o planejamento da sua compra é fundamental. Para isso, considere o número de pessoas na sua casa, os gostos e quantidades consumidas. Não adianta comprar vários iogurtes que podem estragar na geladeira ou duas dúzias de bananas se, na sua família, só você gosta desta fruta, certo? Comprar semanalmente – ou em períodos curtos – permite que você tenha tudo fresquinho e não jogue nada fora. 

Faça compras em grupos nos atacarejos

Você já ouviu falar em atacarejo? Como o próprio nome indica, é uma forma de comércio de mercadorias que mistura o atacado com o varejo. Isso porque esses estabelecimentos vendem para qualquer pessoa (varejo), mas com um esquema de compra em grandes quantidades (atacado), o que torna o produto muito mais barato.  

 Mas como funciona, já que você não precisa daqueles 10 pacotes de arroz que vem num lote? Esse é um estímulo para organizar compras coletivas com parentes, vizinhos e amigos. Todo mundo economiza junto. Um jeito moderno de comprar e de pensar. Que tal criar um grupo de WhatsApp, fazer os combinados e começar? 

Compre alimentos da estação e do comércio local

Quando você compra legumes, verduras e legumes da época economiza e ainda leva para casa alimentos mais ricos e frescos. Como a oferta e disponibilidade são maiores, o preço costuma ser menor. Se você fizer suas compras perto de casa, melhor ainda, porque também faz economia com o transporte. 

Aproveite a xepa e pechinche

O final da feira, a famosa xepa, é o melhor momento para conseguir bons preços na compra de frutas, legumes e verduras. A rua começa a ficar mais vazia, e os feirantes, em vez de venderem por quilo, fazem montes ou baciadas por um preço bem menor para não carregar os produtos de volta. E ainda dá para pechinchar!  

 

EXTRA: como economizar em produtos de limpeza

Os produtos de limpeza pesam no orçamento. São caros e, dependendo da maneira em que são usados, acabam rapidinho. Mas, com atenção, você também pode fazer economia nesses itens, deixando a casa limpinha sem pesar muito no bolso. Siga lendo, porque separamos algumas dicas extras para você.  

 

Faça seu próprio produto de limpeza

Com ingredientes sem princípios químicos nocivos e muito baratos, é possível fazer substitutos para praticamente todos os produtos de limpeza. Para um bom limpa-vidros, que rende bastante, você só precisa de água e vinagre branco, como ensina a YouTuber Isa Ribeiro. Já a Flávia Ferrari dá dicas de produtos caseiros para tirar manchas do colchão ou tapetes, limpar metais, pisos de madeira e forno, por exemplo. Neste  outro vídeo,ela apresenta três soluções que você pode preparar para limpar rejuntes. Todas baratinhas e fáceis de preparar. 

 

Use a dosagem certa e prefira o refil

Quando usa um amaciante de roupa, costuma usar a tampinha medidora ou coloca à olho, direto na máquina de lavar? Ao limpar seu chão, dilui o multiuso na quantidade certa de água ou umedece direito o pano? Seguir as quantidades e diluições recomendadas na embalagem é fundamental para quem quer evitar o desperdício. Outra maneira de economizar (e ainda proteger o meio ambiente) é optar por produtos com refil.  

 

DICA FINAL

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